INSS retira 118 mil benefícios da fila em uma semana com nova gestão

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) acaba de anunciar um avanço significativo na gestão da fila de espera por benefícios. Em apenas uma semana, mais de 118 mil pedidos que aguardavam análise há mais de 45 dias foram retirados da fila e encaminhados para avaliação. Desse total impressionante, cerca de 60 mil análises já foram concluídas, conforme dados divulgados pelo próprio INSS nesta quarta-feira, 28 de janeiro de 2026. Esse resultado é fruto de uma mudança estratégica chamada de “nacionalização da fila”, implementada no início deste mês, que promete agilizar um dos serviços mais críticos para milhões de brasileiros.
Essa medida se tornou necessária devido ao volume histórico de processos em espera, um desafio que impacta diretamente a vida de quem depende de auxílios como aposentadoria por invalidez e o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Por isso, a nova sistemática permite que servidores de regiões com menor demanda auxiliem no atendimento de áreas com filas mais longas. Dessa forma, o instituto busca distribuir o esforço de análise de maneira mais justa e eficiente em todo o território nacional, focando nos casos que mais precisam de uma resposta rápida.
Como funciona a nacionalização da fila
A mudança operacional foi formalizada pela Portaria PRES/INSS nº 1.919, publicada em 13 de janeiro. Antes disso, cada região do país geria sua própria fila de análise, o que poderia criar desigualdades no tempo de espera. Com a nacionalização, no entanto, as filas deixaram de ser regionais e passaram a ser organizadas em um sistema único. Isso significa que um servidor do Sul, por exemplo, pode analisar um processo de um segurado do Nordeste, caso a região nordestina tenha uma demanda acumulada maior. O presidente do INSS, Gilberto Waller, destacou que a prioridade são os benefícios por incapacidade e o BPC, que juntos representam quase 80% da demanda total.
Além disso, Waller projetou um impacto mensal expressivo. Mantido o ritmo da primeira semana, a expectativa é de cerca de 480 mil análises extras por mês, somadas à produção ordinária de 1,1 milhão. Esse esforço concentrado tem um objetivo claro: reduzir significativamente a fila de espera nos próximos meses. A estratégia, portanto, não é apenas um remendo, mas uma reestruturação que visa atacar a raiz do problema de forma mais inteligente e ágil, beneficiando quem mais precisa.
Agora, a grande pergunta que fica é: quando o cidadão comum vai sentir essa mudança na prática? A resposta depende da manutenção desse ritmo de trabalho. Se os números se sustentarem, milhões de brasileiros que aguardam uma definição sobre seus benefícios podem ter suas vidas impactadas positivamente ainda no primeiro semestre de 2026. Essa é uma notícia que, apesar de técnica, traz um sopro de esperança para uma situação que, muitas vezes, parece sem solução.




