CRAS em Aracaju: Como 16 unidades transformam vidas e fortalecem a comunidade

Em Aracaju, neste início de 2026, uma rede de 16 Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) segue como um pilar fundamental para milhares de famílias. Vinculados à Secretaria da Família e da Assistência Social (Semfas), esses espaços funcionam no modelo “porta aberta” e têm uma missão clara: fortalecer vínculos familiares e garantir o acesso a direitos para quem está em situação de vulnerabilidade. A coordenadora de Benefícios Eventuais da Semfas, Elvira Santiago, destaca que o CRAS é a porta de entrada do Sistema Único de Assistência Social (Suas), oferecendo acolhimento e escuta qualificada à população.
Essa relevância se traduz em uma ampla gama de serviços concretos. Por meio do Cadastro Único, por exemplo, as famílias podem acessar programas como o Bolsa Família, o Gás do Povo e a Tarifa Social de Energia. Além disso, os CRAS distribuem benefícios eventuais, que vão desde a cesta básica e colchões até o auxílio para mortalidade e natalidade. No entanto, a atuação vai muito além da assistência material, promovendo também a proteção social integral e o desenvolvimento comunitário.
Mais do que benefícios: atividades que transformam o dia a dia
A rotina nos CRAS de Aracaju é dinâmica e vai muito além dos processos burocráticos. Enquanto dona Wilma Costa, assistida do CRAS Risoleta Neves, no bairro Cidade Nova, vai até a unidade para manter seu Cadastro Único em dia e emitir a Carteira do Idoso, crianças como Arthur Nascimento encontram ali um espaço de aprendizado e diversão. Arthur, por exemplo, não perde as aulas de jiu-jitsu, que ele adora e considera muito legais. Essa oferta de atividades esportivas e culturais, que inclui também capoeira, balé, teatro e artesanato, é parte essencial do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), mostrando como a política pública se faz presente de forma prática e humana.
Para acessar essa rede de apoio, o cidadão precisa comparecer a uma das 16 unidades portando documentos básicos, como comprovante de residência, RG e CPF de todos os membros da família. Em casos específicos, como a solicitação do auxílio-natalidade, é necessário apresentar também a certidão de nascimento e o documento de pré-natal. Dessa forma, o CRAS se consolida não apenas como um local de entrega de benefícios, mas como um equipamento público estratégico para a construção de uma rede de proteção social mais forte e acolhedora em toda a cidade.



