Benefícios Sociais

Bolsa Família vs AUH: Comparação de Programas Sociais em 2026

Enquanto o Bolsa Família segue como um dos maiores programas de transferência de renda do mundo, garantindo até R$ 900 mensais para famílias brasileiras em 2026, um esquema similar na Argentina chama a atenção por seu modelo de cálculo. O programa argentino, chamado Asignación Universal por Hijo (AUH), mantém seu funcionamento neste início de ano e opera com uma lógica distinta, pagando por filho e não por família. Essa diferença estrutural, portanto, pode fazer com que o valor total recebido por uma família na Argentina supere o teto do benefício brasileiro, dependendo do número de crianças.

O fato ganha relevância no cenário social e econômico da América do Sul, onde políticas públicas de combate à pobreza são frequentemente analisadas e comparadas. Por isso, entender como cada programa funciona se torna essencial para debates sobre eficácia e alcance. Dessa forma, a comparação não busca desmerecer um ou outro, mas sim iluminar diferentes abordagens para um desafio comum em nossos países.

A principal distinção, como resultado, está na forma de pagamento. Enquanto o Bolsa Família tem um valor base de R$ 600 por família e adicionais por membros (como R$ 150 por criança até 6 anos), o AUH argentino paga um valor fixo por cada filho. Em janeiro de 2026, esse valor equivale a cerca de R$ 550 por criança, com 80% sendo depositado mensalmente. Os 20% restantes, no entanto, ficam retidos até a comprovação de frequência escolar e acompanhamento de saúde, um mecanismo de condicionalidade similar ao brasileiro.

Quando os Valores se Invertem?

Com esse modelo, o valor total do benefício argentino escala rapidamente. Para uma família com dois filhos, por exemplo, o total mensal já supera a marca de R$ 1100, ultrapassando o teto máximo do Bolsa Família no Brasil. Além disso, famílias com três ou mais crianças veem o valor aumentar proporcionalmente, e há ainda um benefício mais alto para crianças com deficiência. No lado brasileiro, a estrutura de adicionais busca atender às necessidades específicas, mas mantém um limite máximo por família, o que define uma diferença fundamental na filosofia de cada política.

Essa comparação, no entanto, deve considerar contextos econômicos e custos de vida distintos entre os dois países. O valor em reais é uma conversão direta, mas o poder de compra local pode variar significativamente. Ainda assim, o debate é válido e mostra como nações vizinhas enfrentam problemas sociais com ferramentas semelhantes, porém com desenhos operacionais que refletem suas próprias realidades e escolhas políticas. O futuro desses programas, portanto, continuará sob os holofotes, especialmente em um ano eleitoral como 2026, onde discussões sobre assistência social tendem a ganhar ainda mais destaque no Brasil e na região.

Adriano Ladislau

Adriano é Mercadólogo, Publicitário, Professor e Podcaster. Atua há mais de 10 anos escrevendo conteúdo especializado em cultura geek e, paralelamente, desenvolveu uma carreira sólida no marketing, com foco em análise de dados e campanhas criativas. Já liderou equipes, negociou parcerias com grandes marcas e hoje ensina novos profissionais a navegar nesse universo com conteúdo direto, prático e bem-humorado. Quando não está cuidando do Santuário Geek ou do seu grupo no Telegram, provavelmente está ouvindo Queen ou maratonando um clássico do gênero Tokusatsu.

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo