Bolsa Família 2026: Caixa confirma adicionais para crianças e gestantes

A Caixa Econômica Federal e o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS) confirmaram, em janeiro de 2026, a manutenção dos adicionais no programa Bolsa Família. Essa decisão garante que milhões de famílias brasileiras recebam valores acima do piso de R$ 600,00, graças a bônus específicos para crianças, gestantes e nutrizes. A medida é fundamental para o orçamento doméstico no início do ano, ajudando a cobrir despesas como material escolar e alimentação.
O cálculo do benefício é personalizado, ou seja, depende da composição familiar cadastrada. Dessa forma, o valor final pode variar bastante. Para receber esses adicionais, no entanto, as famílias precisam cumprir certas regras, como manter a frequência escolar das crianças e o acompanhamento de saúde em dia. A operacionalização de todo o pagamento, incluindo os extras, continua sendo feita pela Caixa, principalmente através do aplicativo Caixa Tem.
Quais são os valores dos adicionais confirmados?
Em 2026, a estrutura de bônus segue duas categorias principais. A primeira é o Benefício Primeira Infância, que paga R$ 150,00 extras por cada criança de zero a seis anos de idade. Portanto, uma família com três crianças nessa faixa etária recebe um acréscimo de R$ 450,00 apenas por esse critério. Já a segunda camada é o Benefício Variável Familiar, que adiciona R$ 50,00 para gestantes, nutrizes (mães de bebês de até seis meses) e para cada jovem com idade entre 7 e 18 anos incompletos.
Esses valores aparecem discriminados no extrato do benefício dentro do Caixa Tem, permitindo que o responsável saiba exatamente o que está recebendo por cada membro da família. O calendário de pagamento para janeiro de 2026 seguiu o escalonamento tradicional, baseado no último dígito do NIS, e se estendeu até o dia 30 do mês.
Como garantir o recebimento dos bônus extras?
A chave para continuar recebendo os adicionais, além do valor base, é o cumprimento das chamadas condicionalidades. Para as crianças e adolescentes, isso significa manter uma frequência escolar mínima – 60% para crianças de 4 a 5 anos e 75% para aquelas entre 6 e 18 anos. Além disso, o calendário de vacinação precisa estar em dia. Por outro lado, as gestantes devem realizar o número mínimo de consultas de pré-natal.
Outro ponto crucial é manter o Cadastro Único (CadÚnico) sempre atualizado. Se uma criança faz sete anos, por exemplo, o benefício muda automaticamente de R$ 150,00 para R$ 50,00. Da mesma forma, o nascimento de um bebê ou um adolescente que completa 18 anos precisa ser comunicado ao CRAS local para que o valor seja recalculado corretamente. A omissão de informações pode levar ao bloqueio do benefício e até à necessidade de devolver valores recebidos indevidamente.
Em resumo, a confirmação dos adicionais pelo governo em 2026 reforça o papel do Bolsa Família como uma rede de proteção social dinâmica. O programa vai além de uma transferência de renda fixa, adaptando-se às necessidades específicas de cada família. Para os beneficiários, a mensagem é clara: manter os dados cadastrais atualizados e seguir as regras de saúde e educação é essencial para garantir que todo o apoio chegue até quem mais precisa.



