Bolsa Família inclui 1,55 milhão de estudantes e bate recorde de acompanhamento

O Programa Bolsa Família atingiu um marco histórico no ano passado, em 2025, ao garantir o acompanhamento escolar de mais de 1,55 milhão de crianças e adolescentes que antes não tinham matrícula ou frequência registrada. Esse dado, divulgado pela Secretaria Nacional de Renda e Cidadania, surge como uma resposta direta a alegações falsas que circularam recentemente, inclusive em um programa de TV de grande audiência. O governo federal, portanto, usa números concretos para reforçar que o programa, longe de incentivar a evasão, é uma ferramenta crucial para manter os jovens na sala de aula.
Essa conquista é resultado de uma busca ativa escolar intensa, coordenada pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social em parceria com estados e municípios. A ação, que identifica estudantes fora da escola ou em risco de abandono, fez o percentual de beneficiários com frequência monitorada saltar para 89,2% em 2025, a maior taxa do ano. Dessa forma, o programa vincula o recebimento do benefício ao cumprimento de regras claras de frequência, mostrando como políticas públicas bem estruturadas podem combater a desinformação com fatos.
Como a busca ativa transformou a realidade dos municípios
O impacto da estratégia foi sentido em todo o Brasil, com avanços significativos nos municípios. Enquanto em fevereiro de 2025 quase 800 cidades tinham menos de 75% de acompanhamento escolar, esse número caiu para 338 em novembro, uma redução impressionante de 57%. Esse progresso é fruto de um trabalho integrado entre as áreas de educação, saúde e assistência social, que usam plataformas digitais para localizar e reinserir cada estudante na rede de ensino. A secretária nacional de Renda de Cidadania, Eliane Aquino, destacou que essa integração é fundamental para romper o ciclo da pobreza entre gerações, garantindo acesso a serviços essenciais.
Além da frequência escolar, o Bolsa Família também exige o cumprimento de condicionalidades na saúde, como vacinação em dia e acompanhamento pré-natal. No entanto, o foco educacional é inegável: crianças de 4 a 6 anos precisam de 60% de presença, e as de 6 a 18 anos devem atingir 75%. Caso contrário, o benefício pode ser suspenso. Portanto, a narrativa de que o programa tira crianças da escola não encontra respaldo na realidade operacional do sistema, que é justamente desenhado para promover a permanência.
Com a previsão de alcançar mais de 95% de cobertura escolar ainda em 2026, o Bolsa Família se consolida como um pilar de proteção social. Dessa forma, ele não apenas oferece suporte financeiro às famílias, mas também atua como um guardião do direito à educação, construindo um futuro mais promissor para milhões de brasileiros. A polêmica recente, embora infundada, serviu para jogar luz sobre a eficácia de um mecanismo que, ano após ano, prova seu valor na luta contra a desigualdade.



