Bolsa Família de janeiro 2026 paga R$ 13,1 bi a 18,7 milhões de famílias

Bolsa Família começa a movimentar a economia de milhões de lares brasileiros nesta semana. Mais de 18,77 milhões de famílias em todo o país, o que representa cerca de 49,18 milhões de pessoas, já podem sacar o benefício referente a janeiro de 2026. Com um investimento federal que ultrapassa a marca de R$ 13,1 bilhões apenas neste mês, o programa do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) segue como uma das principais redes de proteção social do Brasil. O pagamento segue o calendário escalonado tradicional, baseado no último dígito do Número de Identificação Social (NIS), e deve se estender até o dia 30 deste mês.
O valor médio depositado por família em janeiro é de R$ 697,77, mas esse número varia entre as regiões e conforme a composição familiar. Além do valor base, o programa conta com benefícios específicos para gestantes, crianças e adolescentes, ampliando o seu alcance e impacto. Por isso, a chegada desse recurso é um evento econômico e social de grande relevância, especialmente no início do ano, quando muitas despesas estão concentradas. Dessa forma, o programa não só alivia a situação de vulnerabilidade, mas também injeta bilhões na economia local de municípios por todo o país.
Quem recebe e como funcionam os valores extras
O programa vai muito além de um repasse único. Em janeiro, por exemplo, o Benefício Primeira Infância (BPI), de R$ 150, é destinado a 8,4 milhões de crianças de até sete anos, somando R$ 1,22 bilhão. Além disso, há o Benefício Variável Familiar (BV) de R$ 50 para 11,4 milhões de crianças e adolescentes entre 7 e 16 anos. Para adolescentes de 16 a 18 anos, o BVA, também de R$ 50, beneficia 2,2 milhões de jovens. Gestantes e famílias com bebês de até seis meses também recebem valores adicionais, demonstrando o foco do programa no apoio às diferentes fases da vida familiar.
Um mecanismo importante é a Regra de Proteção, que garante que famílias que superem levemente o limite de renda de R$ 218 por pessoa possam continuar recebendo 50% do benefício por até 12 meses. Atualmente, 2,44 milhões de famílias estão amparadas por essa regra, que evita uma saída abrupta do programa. Grupos em situação de maior vulnerabilidade, como famílias indígenas, quilombolas, pessoas em situação de rua e catadores de material reciclável, têm prioridade para ingressar no Bolsa Família, totalizando 1,85 milhão de lares atendidos sob essa condição em janeiro.
Perfil dos beneficiários e distribuição regional
Os números de janeiro de 2026 pintam um retrato claro do público atendido. Do total de 49,18 milhões de beneficiários, 28,88 milhões são mulheres, representando 58,72% do total. A predominância feminina é ainda maior entre os responsáveis familiares, onde as mulheres são 84,41% do total. Em relação à raça, 73,25% dos beneficiários se declaram pretos ou pardos, o que corresponde a mais de 36 milhões de pessoas. Esses dados reforçam o papel do programa como um pilar de apoio a populações historicamente mais vulneráveis.
Regionalmente, o Nordeste concentra o maior número de famílias beneficiadas: mais de 8,75 milhões, com um investimento de R$ 6 bilhões. No entanto, o valor médio mais alto por família é pago na região Norte, onde 2,44 milhões de lares recebem em média R$ 725,20. O Sudeste atende 5,29 milhões de famílias, com média de R$ 702,01, enquanto o Sul (1,29 milhão de famílias) e o Centro-Oeste (990 mil famílias) têm médias de R$ 696,12 e R$ 709,65, respectivamente. Em Limeira, cidade do interior paulista que originou a nota, 12.104 famílias são atendidas, com um benefício médio local de R$ 730,10, acima da média nacional.
Com o pagamento em andamento, o Bolsa Família segue como uma ferramenta crucial para milhões de brasileiros. O programa não apenas garante um alívio imediato para o orçamento familiar, mas também funciona como um estabilizador econômico em nível municipal e regional. Enquanto isso, as famílias que residem em áreas de calamidade pública ou emergência já receberam seus benefícios no primeiro dia útil do calendário, assegurando um suporte mais rápido onde a necessidade é mais premente. Dessa forma, o programa continua a evoluir, tentando combater a fome e a desigualdade no país.



