Minha Casa, Minha Vida Rural: Canguçu abre inscrições para casas no campo

A Prefeitura de Canguçu, no Rio Grande do Sul, abriu nesta terça-feira, 27 de janeiro de 2026, as inscrições para um dos programas mais aguardados por famílias do campo: o Minha Casa, Minha Vida Rural. Com previsão de início para o dia 3 de fevereiro, a iniciativa promete levar moradia digna para agricultores familiares e trabalhadores rurais da região. Esta ação é fundamental, pois busca reduzir o déficit habitacional no meio rural, oferecendo uma solução concreta para quem vive e trabalha na terra.
O processo seletivo funcionará de forma presencial, ou seja, os interessados devem comparecer pessoalmente ao Núcleo de Habitação, que fica junto à Secretaria de Assistência Social. As inscrições seguem até o dia 3 de março, dando um mês inteiro para que as famílias organizem a documentação necessária. Para participar, é preciso atender a critérios específicos, como ter renda familiar anual de até R$ 40 mil e já residir na zona rural de Canguçu há pelo menos um ano.
Quem pode se candidatar e quais são os requisitos?
O programa tem um público-alvo bem definido, focando em quem realmente precisa. Além dos agricultores familiares, trabalhadores rurais e moradores da área rural também podem tentar uma vaga. No entanto, existem regras claras para garantir justiça na seleção. Por exemplo, o candidato não pode ter sido beneficiado por outros programas habitacionais antes e nem possuir outro imóvel residencial em seu nome, seja na cidade ou no campo.
A documentação exigida é extensa, mas necessária para comprovar a situação familiar. No ato da inscrição, será preciso apresentar documentos como RG, CPF, comprovante de residência rural e, muito importante, a matrícula ou um documento que prove a posse do terreno onde a casa será construída. Isso porque o programa financia a construção da moradia, mas o terreno deve ser do próprio beneficiário.
Como funciona a seleção e o que esperar depois?
Após o período de inscrições, a prefeitura não para. A próxima etapa envolve visitas técnicas às propriedades para confirmar todas as informações declaradas. Nessa fase, critérios de prioridade entram em cena, beneficiando, por exemplo, mulheres chefes de família, idosos e pessoas com deficiência. Dessa forma, o programa busca ser o mais justo e direcionado possível para quem mais precisa de apoio.
Os selecionados terão uma contrapartida financeira simbólica, correspondente a 1% do valor da obra. Ainda assim, famílias em situação de maior vulnerabilidade, como as que recebem Bolsa Família ou BPC, estão isentas desse custo. Portanto, esta é uma oportunidade real para centenas de famílias gaúchas melhorarem suas condições de vida diretamente no lugar onde cultivam seu sustento e sua história.




